Introdução: As competências de liderança são consideradas ferramentas essenciais para o sucesso das organizações em geral e dos seus colaboradores em particular. Assim, torna-se fundamental a existência de instrumentos capazes de proporcionar a sua medição. Objetivo: Este artigo tem como objetivo avaliar as propriedades psicométricas do questionário de competências de liderança, desenvolvido por Robert Quinn. Métodos: Neste estudo transversal, foram incluídos 248 enfermeiros a exercer funções no Centro Hospitalar do Porto, que avaliaram as competências de liderança nas chefias de enfermagem. A validade e fiabilidade do instrumento foram estimadas com recurso a uma análise descritiva, correlacional, fatorial confirmatória e de consistência interna. Resultados: O questionário das competências de liderança apresenta um bom poder discriminativo, dado que as correlações entre os itens e as dimensões (papéis de liderança) são moderadas a fortes, apresentando valores mais elevados relativamente ao fator a que conceptualmente pertencem. As correlações dos itens com as dimensões sem sobreposição apresentam valores moderados, na sua maioria superiores a 0,60, indicando relativa interdependência entre dimensões. Este facto confirma uma estrutura fatorial representativa de um constructo que está de acordo com o modelo conceptual que lhe deu origem. Os valores da consistência interna (alfa de Cronbach), para todos os papéis de liderança, variam entre 0,86 e 0,94. Discussão e conclusões: À semelhança de outros estudos de referência, este, revelou que o questionário em análise apresenta boas propriedades psicométricas, indicando ser um instrumento adequado para avaliar a perceção das competências de liderança na população em estudo.

Introduction: Leadership skills are seen as essential tools for the success of organizations in general and their employees, in particular. Thus, it becomes crucial to have instruments which provide the measurement of the mentioned skills. Objective: This article aims to evaluate the psychometric properties of the leadership skills questionnaire developed by Robert Quinn. Methods: In this cross-sectional study, 248 nurses were included who work in Centro Hospitalar do Porto, evaluating the leadership skills of nursing managers. The validity and reliability of the instrument of study were estimated using a descriptive, correlation, confirmatory factor and internal consistency analysis. Results: The questionnaire of leadership skills has a good discriminative power, as the correlations between items and dimensions (leadership roles) are moderate to high, with higher values for the factor where they conceptually belong. The correlations of the items with the dimensions, without any overlaps, show moderate values, mostly higher than 0.60, which indicates relative interdependency between dimensions. This fact confirms a representative factor structure of a construct which agrees with the conceptual model that originated it. The values of internal consistency (Cronbach’s alpha), for all leadership roles, fluctuate between 0.86 and 0.94. Discussion and Conclusions: Like other reference studies, this study revealed that the questionnaire analysis has good psychometric properties and could be a suitable instrument to evaluate the perception of leadership skills in the study population.

Keywords Nursing, Leadership skills, Leadership questionnaire

Estudos têm demonstrado que o impacto da liderança sobre os subordinados e os resultados obtidos pela organização são significativos, e que esse fator é um dos denominadores comuns de maior relevância em empresas bem-sucedidas [1, 2].

Assim sendo, a avaliação dos papéis de liderança revela-se de extrema importância em todas as organizações, mas nas organizações de saúde surge amplificada devido à necessidade de liderar profissionais pertencentes a estruturas com grande desenvolvimento da base operacional [3] e com grande diferenciação técnico-científica, onde se centram grande parte dos processos de deci são [4].

No setor da saúde, a enfermagem é, atualmente, a classe profissional com maior representatividade, pelo que há a necessidade de se desenvolverem líderes sagazes, capazes de tomarem decisões corretas em prol do bem-estar individual e coletivo, mas também no estabelecimento de relações entre membros de equipa, de forma a conciliar as necessidades individuais com as organizacionais [5].

Neste sentido, o estudo da liderança tem sido particularmente relevante, sendo que inúmeros artigos científicos abordam a ênfase colocada na importância da liderança no contexto da enfermagem [6-11].

Os papéis de liderança ganharam forte notoriedade, sobretudo durante a década de oitenta e noventa, e daí encontrarem-se na literatura uma variedade de modelos descritos [12]. Esta diversidade reflete diferentes modelos da liderança dos quais se destaca o Modelo dos Valores Contrastantes – Competing Values Framework (CVF) [13], que é considerado um modelo diferenciado e privilegiado dado ter por base distintas teorias de liderança que contemplam o desempenho de vários papéis [14].

Para a construção do modelo, foi utilizada a técnica da escala multidimensional e chegou-se a um mapa cognitivo de dupla dimensão (eixo vertical e eixo horizontal), criando uma estrutura de quatro quadrantes, sendo que a cada quadrante se associaram um dos quatro grandes modelos da teoria organizacional existentes na literatura da gestão.

No mesmo sentido, surgiu a investigação sobre o que torna os líderes eficazes e o modelo inicial foi adaptado à liderança para ajudar a compreender as complexidades e paradoxos da vida organizacional [15-17].

Assim, ao nível da avaliação dos líderes, a cada quadrante do modelo (CVF) estão associados dois papéis de liderança, perfazendo um total de oito papéis. A cada um destes papéis corresponde um conjunto de três competências específicas de liderança que, segundo os autores, devem ser requeridas por cada gestor consoante a situação, num total máximo de vinte e quatro competências. Dispondo os papéis de liderança nos quadrantes do CVF, chega-se ao modelo da Figura 1.

Fig. 1.

Modelo dos valores constrastantes. Fonte: elaboração própria, adaptado de Quinn et al. [16].

Fig. 1.

Modelo dos valores constrastantes. Fonte: elaboração própria, adaptado de Quinn et al. [16].

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Assente no seu modelo, Quinn [15] desenvolveu um questionário composto por 32 questões que avaliam competências de liderança, distribuídas pelos oito papéis. Este questionário já foi adaptado para a população portuguesa no contexto específico da saúde [4]. Os autores da versão portuguesa defendem, no seu trabalho, a realização de novos estudos que visem investigar a estrutura da escala noutras amostras, com a finalidade de confirmar a estrutura adotada e efetuar refinamentos adequados ao contexto sociocultural.

É neste âmbito que se insere este estudo, que pretende avaliar as características psicométricas do questionário de competências de liderança (QCL).

Desenho de estudo e contexto

Este estudo metodológico transversal foi realizado no Centro Hospitalar do Porto, sendo que, 4 unidades hospitalares constituíram o terreno de pesquisa.

Participantes

Todos os enfermeiros com exercício de funções há mais de 6 meses no mesmo serviço, numa das quatro unidades hospitalares que constituem o contexto deste estudo, foram considerados elegíveis.

Dos 867 enfermeiros que preenchiam os critérios de inclusão, responderam ao questionário 248 sujeitos, tendo por base uma amostra sequencial de conveniência. O estudo foi aprovado pelo Conselho de Administração. A partir desta autorização, todos os procedimentos efetuados foram regidos pelas regras de confidencialidade e discrição de cariz ético e deontológico.

Instrumentos de recolha de dados

Foram utilizados os seguintes instrumentos: questionário de dados sociodemográficos e a versão Portuguesa do questionário de competências de liderança [4]. O questionário de dados sociodemográficos é composto por 7 itens (perguntas abertas e fechadas) que questionam acerca das variáveis idade, género, estado civil, habilitações literárias, categoria profissional, tempo de exercício profissional e tempo de exercício profissional no atual serviço.

O QCL é composto por 32 perguntas, distribuídas por 8 dimensões: Mentor (4 perguntas), Facilitador (4 perguntas), Broker (4 perguntas), Inovador (4 perguntas), Monitor (4 perguntas), Coordenador (4 perguntas), Diretor (4 perguntas) e Produtor (4 perguntas). As 32 perguntas foram organizadas segundo os critérios das escalas de Likert com 7 opções de resposta e pontuações que variam entre 1–7 (“quase nunca” – 1 ponto, “muito raramente” – 2 pontos, “raramente” – 3 pontos, “ocasionalmente” – 4 pontos, “frequentemente” – 5 pontos, “muito frequentemente” – 6 pontos e “quase sempre” – 7 pontos).

A cada uma das 32 perguntas do QCL corresponde um comportamento que reflete um determinado papel de liderança. O somatório das pontuações atribuídas a cada um dos papéis determina a frequência percebida desses comportamentos, permitindo avaliar as competências que lhes estão associadas.

O questionário foi aplicado em formato eletrónico e esteve disponível, online, durante um período de três meses.

Análise estatística

A população foi caracterizada utilizando técnicas de estatística descritiva. A validade do instrumento foi avaliada pela validade do constructo, através do coeficiente de correlações r de Pearson bicaudal (inter-itens e itens-dimensões, com e sem sobreposição) e da análise fatorial para cada dimensão, a partir dos componentes principais com recurso ao método de rotação ortogonal Varimax. A fiabilidade foi avaliada através da análise da consistência interna, calculando o alfa de Cronbach (α) e o coeficiente de bipartição de Split-half.

O nível de significância foi fixado para um p < 0,05. A análise estatística foi realizada utilizando o programa Statistical Package for the Social SciencesIBM® SPSS® for Windows, versão 20.0.

Caracterização da amostra

Os resultados relativos às características da amostra deste estudo encontram-se descritos na Tabela 1.

Table 1.

Descrição das características sociodemográficas da amostra (n = 248)

Descrição das características sociodemográficas da amostra (n = 248)
Descrição das características sociodemográficas da amostra (n = 248)

Estudo descritivo

Na Tabela 2 verificam-se as principais estatísticas relativas ao estudo descritivo do QCL. De um modo geral, verifica-se uma heterogeneidade nas respostas obtidas, uma vez que se encontram respostas em todos os pontos da escala, para todos os 32 itens que a compõem. Pode-se confirmar que os valores médios se situam acima da média da escala, variando entre 4,21 e 5,22, indicando um reconhecimento global das competências de liderança. Quanto ao desvio padrão, varia entre 1,25 e 1,76, indicando uma dispersão assinalável, e logo, um bom poder discriminativo.

Table 2.

Resultados da estatística descritiva do questionário de liderança (32 itens)

Resultados da estatística descritiva do questionário de liderança (32 itens)
Resultados da estatística descritiva do questionário de liderança (32 itens)

Estudo da validade

Na Tabela 3 apresentam-se os coeficientes de correlação de r Pearson (bicaudais) com sobreposição, inter-itens e itens-fator (dimensão) a que pertencem. Globalmente constata-se que as correlações são moderadas a fortes, apresentando valores mais elevados relativamente à dimensão (papel de liderança) a que conceptualmente pertencem, indicando uma homogeneidade de conteúdo dos itens dentro de cada dimensão. Perante estes resultados, considera-se que o conjunto de itens da escala define assim um constructo que vai ao encontro ao modelo teórico que lhe deu origem (CVF).

Table 3.

Coeficientes de correlação r de Pearson inter-itens e itens-fatores/papéis

Coeficientes de correlação r de Pearson inter-itens e itens-fatores/papéis
Coeficientes de correlação r de Pearson inter-itens e itens-fatores/papéis

A validade convergente discriminante dos itens com as dimensões a que pertencem está representada na Tabela 4. Da observação desta tabela, verifica-se que o índice de discriminação dos itens e a magnitude da correlação com a dimensão a que pertencem (valores a negrito representam os valores das correlações corrigidas – alpha if item deleted) apresentam valores elevados, indicando que cada item se correlaciona mais fortemente com a dimensão a que pertence do que com outras dimensões, provando assim a validade do constructo. Verifica-se ainda, que as correlações do item com a dimensão sem sobreposição apresentam valores moderados sendo, na sua grande maioria, superior a 0,60, exceto os itens 3, 18 e 31. Assim, concluiu-se que a validade discriminante entre os itens e as diferentes dimensões confirma a totalidade da estrutura fatorial sugerida pelo estudo original [15].

Table 4.

Coeficiente de correlação r de Pearson entre os itens e as dimensões

Coeficiente de correlação r de Pearson entre os itens e as dimensões
Coeficiente de correlação r de Pearson entre os itens e as dimensões

Por fim, foi calculado o coeficiente de correlação bicaudal de Pearson de forma a verificar a associação entre as dimensões da escala de liderança (Tabela 5). Apura-se a existência de uma associação moderada a forte, positiva e significativa (p < 0,01) entre todas as dimensões em estudo, indicando uma relativa independência entre elas.

Table 5.

Coeficiente de correlação r de Pearson entre as dimensões/papéis

Coeficiente de correlação r de Pearson entre as dimensões/papéis
Coeficiente de correlação r de Pearson entre as dimensões/papéis

Análise fatorial

Foi realizada uma análise fatorial sobre os itens de cada dimensão (papéis de liderança), de forma a verificar a existência de uma variável latente associada a esses itens. Utilizou-se o método das componentes principais com rotação ortogonal Varimax de forma a extrair fatores comuns da interpretação dos itens.

A aplicabilidade da análise fatorial foi verificada através dos coeficientes de Kaiser Mayer-Olkin (todos os KMO’s > 0,75) e pelo teste de esfericidade de Bartlett (p < 0,05), indicando uma boa correlação entre as variáveis.

Na Tabela 6 são apresentados os resultados finais da análise fatorial, revelando a existência de oito fatores unidimensionais, com valores próprios de raízes latentes superiores a 1, explicando no total uma variância com valores percentuais que se situam entre 70,3 e 84,3. Para cada um dos oito fatores (papéis de liderança), verificaram-se saturações no fator elevadas e positivas.

Table 6.

Análise fatorial por dimensão de componentes principais e rotação varimax

Análise fatorial por dimensão de componentes principais e rotação varimax
Análise fatorial por dimensão de componentes principais e rotação varimax

Estudo de fiabilidade

Para avaliar a fiabilidade da escala começou-se por determinar o coeficiente de bipartição (método das metades, Split-half), de forma a verificar se cada uma das metades dos itens do questionário de liderança apresenta uma consistência interna semelhante. Os resultados apresentados na Tabela 7 evidenciam que ambas as partes apresentam consistência interna muito semelhante e elevada (parte 1: α = 0,95; parte 2: α = 0,96), sendo o coeficiente de correlação de Spearman-Brown = 0,97, indicando que se pode esperar uma boa consistência quando se aplica a escala a outras possíveis amostras.

Table 7.

Estatísticas relativas ao coeficiente de bipartição (Split-half)

Estatísticas relativas ao coeficiente de bipartição (Split-half)
Estatísticas relativas ao coeficiente de bipartição (Split-half)

Na Tabela 8 estão representadas as principais estatísticas descritivas e valores da consistência interna (alfa de Cronbach) para as oito dimensões de liderança, variando entre 0,86 e 0,94, revelando uma boa consistência interna.

Table 8.

Estatísticas relativas ao coeficiente de bipartição (Split-half)

Estatísticas relativas ao coeficiente de bipartição (Split-half)
Estatísticas relativas ao coeficiente de bipartição (Split-half)

Embora o autor originário do questionário das competências de liderança [15] e os autores que fizeram a sua adaptação à população Portuguesa ao contexto da saúde [4], tivessem analisado as qualidades psicométricas da referida escala, este estudo também visou o mesmo objetivo, dado que, não se deve reportar a validade e fiabilidade de um instrumento de medida ao instrumento em si mesmo, mas aos dados com ele obtidos [18].

Da análise das propriedades psicométricas do QCL, reportando aos dados obtidos pela amostra, pode-se concluir que o instrumento apresenta um bom poder discriminativo, dado que as correlações entre os itens e as dimensões (papéis de liderança) são moderadas a fortes, apresentando valores mais elevados relativamente ao fator a que conceptualmente pertencem.

A estrutura fatorial do instrumento, revela a existência de oito fatores unidimensionais, com valores próprios de raízes latentes superiores a 1, explicando no total uma variância com valores entre 70,3 e 84,3%. Os fatores gerados de forma empírica representam um constructo que está de acordo com o modelo conceptual (CVF) [13] que lhe deu origem.

Relativamente aos valores de consistência interna (alfa de Cronbach), para os oito papéis de liderança, são todos superiores a 0,8 [19]. Quando comparados com os estudos de referência [4, 15, 20], os valores de consistência interna deste estudo, demonstram ser ligeiramente superiores aos valores encontrados nos referidos estudos.

Uma limitação deste estudo é a falta de comparação com outros instrumentos de avaliação de competências de liderança. Além disso, estudos de avaliação longitudinal em outras amostras, que comparem grupos em diferentes contextos, são também necessários para continuar a testar as características psicométricas e confirmar a validade e fiabilidade deste instrumento.

Em jeito de síntese, conclui-se que o questionário de liderança apresenta propriedades psicométricas, nomeadamente, critérios de validade e fiabilidade satisfatórios, indicando ser um instrumento adequado para avaliar as competências de liderança na amostra deste estudo.

Os autores declaram não haver conflito de interesses.

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